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Análise da avaliação lingüística – interpretando os resultados

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Este capítulo é dedicado aos consultores lingüísticos que aplicam as avaliações. Inicialmente darei informações sobre a aplicação da avaliação como estudante e presença do consultor lingüístico. A seguir, dividido em passos, explicarei a forma de se realizar a análise da avaliação, que pode ser feita logo após sua conclusão se assim desejar o consultor.
 

Tenha em mente que avaliaremos aqui os seguintes elementos em nossa análise: vocabulário, pronúncia, elaboração e compreensão. Tais resultados nos indicarão a fluência do estudante da nova língua com diversas nuances que o ajudarão a focar e progredir em áreas de necessidade.
 

Se você não estiver usando este livro para a aplicação da avaliação imprima duas apostilas com a presente avaliação. Se estiver usando o livro tenha em mãos 2 exemplares. Um será do estudante e outro do consultor. Em seu livro ou apostila o estudante irá preencher seus dados pessoais e toda a 1ª parte (auto-avaliação) bem como a 2ª parte (vocabulário). São partes inteiramente escritas e ele terá até 2 horas para completá-las. Estas duas partes (1ª e 2ª) poderão ser feitas pelo estudante na ausência do consultor ou informante. Não deve haver nenhum tipo de consulta para completá-las.
 

Na 3ª e 4ª parte será necessário estar presente o informante lingüístico e o consultor, juntamente com o estudante. Prepare uma mesa de forma que o estudante esteja de frente para o seu informante lingüístico a fim de facilitar a percepção da pronúncia. Nesta 3ª e 4ª parte você deverá ter em mãos a apostila que está sendo preenchida pelo estudante (e não a sua) para nela você diretamente marcar as pontuações de acerto e erro, facilitando assim a correção posterior. Dê ao estudante a sua apostila, não preenchida, ou exemplar do livro. O informante lingüístico não deve ter nada em mãos na 3ª parte, apenas ouvindo e traduzindo cada termo ou frase para o português de maneira que você registre a pontuação.
 

Cada termo ou frase, seja falada pelo estudante para o informante ou pelo informante para o estudante deverá ser falado uma só vez.
 

O consultor utilizará duas escalas de avaliação e pontuação para analisar a avaliação lingüística. A primeira é a pontuação de unidades, que irá avaliar o vocabulário. A segunda é a avaliação por escala (baixa, mediana/baixa, mediana, mediana/alta e alta). Explicaremos os passos que o consultor deve seguir.
 

Com a avaliação aplicada o consultor fará a análise e calculará o nível de aquisição e fluência lingüística com base nos níveis de 1 a 5. Também escreverá as conclusões da avaliação e por fim se dedicará a dar sugestões para o aprimoramento do estudo da língua, em cada caso. Após os passos explicativos para a avaliação e análise colocaremos um exemplo de resultado para que lhe sirva de modelo.
 
Por fim o consultor deverá enviar ao estudante o resultado de sua avaliação bem como arquivar uma cópia para futuras comparações.
 

A seguir passaremos à análise, que o consultor fará passo a passo.
 

Passo 1.
 

Neste primeiro passo você irá avaliar o vocabulário. A avaliação proposta possui espaço para que um estudante, no máximo, atinja 1.850 vocábulos. Isto inclui todos os vocábulos que serão contados (cada termo representa uma unidade) como explicaremos a seguir.
Se você acrescentar ou retirar algo do vocabulário desta avaliação faça o mesmo em relação a este total, alterando-o, para que não haja resultado equivocado.
 

Ao fim da avaliação conte
quantos vocábulos (cada termo é uma unidade) o estudante atingiu. Para isto faça o seguinte.
 

a)
Na 2ª parte da avaliação conte cada termo como uma unidade. Esta parte é inteiramente escrita. Contabilize cada termo como uma unidade também nas frases, histórias e narrativas escritas. Marque 1 a frente de cada termo acertado e – 1 (menos 1) a frente de cada termo não completado ou equivocado.

b)
Na 3ª parte da avaliação, faça o mesmo apenas no ponto 1. Este é o momento em que o estudante terá em frente uma lista de termos e frases que precisará falar na língua estudada para o informante. É importante que o informante não tenha acesso ao material e apenas ouça. Assim, a cada termo falado pelo estudante o informante traduzirá para o Português e você como consultor lingüístico irá marcar 1 em frente a cada termo acertado e – 1 (menos 1) em frente a cada termo equivocado ou não expresso pelo aluno. Faça isto ao longo de todo o ponto 1 desta 3ª parte da avaliação. Neste momento é mais prático que o consultor esteja com a apostila (ou exemplar do livro) do estudante em mãos para facilitar a correção futura.

c)
Na 4ª parte faça o mesmo também apenas com o ponto 1. Este é o momento em que o informante lingüístico terá uma apostila em mãos e falará termos e frases para testar a compreensão do estudante. Continue tendo em mãos a apostila ou exemplar do livro usado pelo estudante para que você marque ali as pontuações e avaliações a cada parte.

d)
Some a totalidade dos termos acertados nas 2ª, 3ª e 4ª partes. Lembre-se de somar todas as unidades acertadas diminuindo deste montante as não completadas, não faladas, equivocadas ou não compreendidas. Observe na escala de níveis em que nível este montante de vocabulário se aloja.

e)
Multiplique o valor total atingido de vocábulos por 100 e divida pelo vocabulário máximo a ser desenvolvido (no caso 1.850) e assim você terá a porcentagem do vocabulário potencial do estudante.
 

Observe após a análise um modelo de resultado de avaliação que poderá lhe ajudar a perceber uma boa maneira de organizar os dados analisados e passá-los para o estudante.
 

Passo 2.
 

Neste segundo passo você irá avaliar pronúncia, elaboração e compreensão. Portanto na 3ª e 4ª partes você irá realizar o seguinte procedimento, não se esquecendo que haverá uma atividade dupla para o consultor na 3ª parte, ponto 1, bem como 4ª parte, ponto 1, em que será necessário você não apenas marcar as pontuações relativas ao vocabulário (passo 1) como também realizar a avaliação por esta outra escala que explicarei.
 

Esta escala deve ser usada em toda 3ª e 4ª parte:
- Baixa
- Baixa/mediana
- Mediana
- Mediana/alta
- Alta
 

Marque seu julgamento a cada termo ou frase, seja falada ou ouvido pelo estudante. Tenha em mente que na 3ª parte você estará se concentrando na pronúncia e elaboração. Na 4ª parte na compreensão e fluência. Ou seja, na 3ª parte avalie a clareza, exatidão e ritmo da pronúncia. Também a facilidade na elaboração e transmissão de pensamentos. O informante lingüístico será seu termômetro para tal avaliação. Nas conversações julgue o ritmo bem como a fluência e articulação.

Observe as áreas de pronúncia que porventura o estudante encontre dificuldades e anote. Observe que o ritmo de fluência cai entre frases simples, elaboradas e complexas. Ou também entre conversações mais curtas e mais longas. Na 4ª parte, que envolve compreensão e fluência, avalie a exatidão e ritmo de compreensão. No discurso e histórias observe se o estudante capta o assunto em pauta. Perceba se ele, além de captar o assunto também identifica alguns detalhes. Por fim observe se ele, além de fazer este e aquele também consegue reproduzir toda a narrativa.
 

a)
Nas partes que envolvem pronúncia, marque baixa, baixa/mediana, mediana, mediana/alta ou alta em cada atividade levando em consideração a maneira como o estudante se expressa e é compreendido pelo informante lingüístico.

b)
Nas partes que envolvem compreensão, marque utilizando a mesma escala levando em consideração a prontidão e exatidão com a qual o estudante compreende os termos, frases e histórias faladas pelo informante lingüístico.

c)
Nas partes que envolvem elaboração (de frases e assuntos), marque utilizando a mesma escala em cada atividade.

d)
Nas partes que envolvem conhecimento de causa e desenvoltura (fluência), marque usando a mesma escalalevando em consideração a maneira como o estudante identifica o assunto e o desenvolve. Leve também em conta a quantidade e diversidade de vocabulário que o estudante utiliza e como ele transmite suas idéias.

e)
Nas partes que envolvem conversação marque também utilizando a mesma escala em relação à desenvoltura, compreensão e fluência.
 

Note que em diversos momentos você poderá fazer duas ou três marcas em um mesmo exercício. Em uma frase falada pelo estudante, por exemplo, você poderá avaliar a pronúncia, também a elaboração e ritmo. Faça quantas marcas forem necessário e você conseguir observar.
 

Totalizando.
a) Calcule quantas marcas você registrou em toda 3ª e 4ª parte.
b) Agora anote quantas foram baixa ( ), baixa/mediana ( ), mediana ( ), mediana/alta ( ) e alta ( ).
 
 

Do nível 0 a 1 o estudante terá até 50% de marcas baixa e baixa/mediana não apresentando marcas mediana/alta e alta.

Do nível 1 a 2 o estudante terá não terá mais de 30% de marcas baixa/mediana e não terá marcas baixa. Terá mais de 30% de marcas mediana e algumas marcas mediana/alta.
 

Do nível 2 a 3 o estudante não terá marcas baixa e baixa/mediana. Terá mais de 50% de marcas mediana e mediana/alta. Também terá algumas marcas alta.
 

Do nível 3 a 4 o estudante não terá marcas baixa, baixa/mediana e mediana. Terá mais de 70% das marcas mediana/alta e alta.
 

Do nível 4 a 5 o estudante não terá marcas baixa, baixa/mediana e mediana. Terá não mais do que 30% de marcas mediana/alta e pelo menos 70% das marcas alta.
 

Passo 3.
 

Este é um passo mais subjetivo, porém altamente determinante. Observe a descrição da escala com os níveis (1 a 5) de aquisição e fluência lingüística no capítulo 2 e inicialmente escreva a sua impressão geral. Releia após a análise da avaliação lingüística e componha a melhor colocação do estudante na escala de 1 a 5. Nesta altura você já terá uma boa impressão geral da condição do estudante bem como terá observado suas facilidades e dificuldades.
 
Impressão geral:_____
 

Passo 4.
 

Para efeito de nível na escala sugerida (1 a 5) faça a seguinte contabilidade. Utilize uma marca mais próxima possível de sua avaliação. Arredonde: se a pronúncia, por exemplo, foi 1,78 arredonde para 1,8. Se 1,74 arredonde para 1,7.
 

De 0 a 5 anote:
 
a) Sua impressão geral:_____
b) O nível de acordo com o vocabulário alcançado pelo estudante:______
c) O nível de acordo com as marcas de pronúncia:______
d) O nível de acordo com as marcas de elaboração:_____
e) O nível de acordo com as marcas de compreensão:____
 

Some todos os resultados e divida por 5. O valor encontrado será o aproximado do nível, de 0 a 5, em que o estudante se encontra.
 

Por fim compare o resultado geral da sua avaliação (1ª parte, pontos 1 a 15) e anote as maiores diferenças para acentuar ao estudante as áreas nas quais precisa focar. Dê atenção especial às áreas que ele não reconhece como sendo carentes no processo de aquisição lingüística.
 

Passo 5.
 

Escreva as sugestões gerais para aprimorar a aquisição lingüística do estudante. Alguns exemplos para áreas que poderão ser encontradas.
 

Vocabulário insuficiente
 

Investir mais na coleta de termos organizando sessões com o informante com esta finalidade específica nos próximos 6 meses.
 

Dedicar uma porcentagem maior do tempo para o trânsito na comunidade a fim de coletar e registrar, de maneira informal, o vocabulário alvo.
 

Investir mais tempo no estudo, memorização e prática do caderno 3, dicionário básico.
 

O vocabulário, baixo, pode não estar associado necessariamente a uma baixa coleta de dados mas sim à ausência de prática (falar, ouvir e registrar) identificação dos termos. Assim uma sugestão adicional seria utilizar exercícios a partir de listas de memorização e prática. O estudante pode usar uma ou mais listas a cada dia para tal exercício. Prepare estas listas com o vocabulário já obtido ou novo, por assuntos como frutas, animais, partes do corpo humano, elementos de uma roça, elementos de uma casa, elementos de uma mata, elementos em uma família (parentesco), verbos de atividades realizadas na comunidade, no rio, na pesca, na caça, na roça, dentro de casa. Também pequenas frases relacionadas a ambientes específicos: ao trabalhar no plantio da mandioca, ao voltar da pescaria, ao conversar sobre o rio e assim por diante.
 

Orientar o estudante a colocar um alvo numérico (sempre pensando no próximo nível) de vocabulário adquirido, registrado e que esteja sendo utilizado de forma tranqüila no dia a dia.
 

Pronúncia insuficiente
 

Ocorre quando a pronúncia não é facilmente compreendida pelo informante, é necessário haver repetição do termo ou o estudante demora em pensar em sua articulação (não é pronto) antes de transmiti-lo. Também nas frases e pequenas histórias quando o estudante não transmite aquilo que deseja, errando não por equívoco no vocabulário ou gramática mas sim na pronúncia. Observe se a língua possui tons e outras articulações fonéticas complexas como laringalização e glotal.
 

Identifique, na avaliação aplicada, em que área há maior dificuldade de pronúncia. Se em articulações complexas ou de forma geral, aleatória.
 

No caso de ser em articulações complexas e específicas sugira exercícios com listas de termos que contenham os termos, por blocos, cada lista com 25 palavras e 10 frases que contenham apenas uma articulação complexa. Ele deve cobrir, assim, todas as articulações fonéticas com as quais tem dificuldade.
 

No caso da dificuldade ser mais geral e aleatória, ele deve voltar a praticar os termos de forma isolada e não em frases. Voltar ao vocabulário inicial, termo a termo, com listas com 25 termos cada, de forma aleatória (pode usar o caderno 3, dicionário) a fim de afinar sua pronúncia. Grave tais listas com seu informante lingüístico, termo por termo, e as repita sucessivamente.
 

O estudante deve também incluir sessões (1 por semana pelo menos) com seu informante apenas para melhoria de pronúncia. Nestas sessões ele escolhe termos ou frases que utilizará o seu informante lingüístico irá corrigir sua pronúncia.
 

Dificuldade de compreensão (termos, assuntos ou histórias)
 

Neste caso o estudante deve utilizar um gravador para exercícios solo.
 
Oriente o estudante a transitar informalmente na comunidade (aumentar as horas de convívio com o povo falante da língua alvo). O ideal, neste caso, é estar com o povo durante as conversas informais e passar no mínimo 1 hora a mais por dia (segunda a sexta, 5 horas por semana) neste exercício por 6 meses.
 

O estudante deve também gravar 30 curtas histórias (entre 30 segundos a 1 minuto cada) com seu informante lingüístico e ouvi-las, diária e aleatoriamente, ao longo dos dias. A idéia é treinar o cérebro a ‘perseguir’ e identificar os assuntos (fluência na compreensão) pois a dificuldade pode estar associada à velocidade no processamento de dados, que é mais lenta em pessoas lineares e metódicas.
 

O estudante deve se expor em contextos de discurso e conversação (como ouvinte) o máximo possível. Procure estar onde as pessoas da comunidade se encontram e conversam. Se à noite, no interior da casa, faça amizade e procure estar ali, diariamente, durante 1 hora pelo menos, prioritariamente ouvindo. Não há nenhum exercício de laboratório (gravação, articulação etc) que substitua estar em um ambiente natural ouvindo os falantes nativos conversarem sobre a dinâmica da vida.
 

Dificuldade de elaboração de sentenças
 

O estudante deve iniciar exercícios com sentenças curtas e administrá-las bem antes de passar adiante. Se ele não administra a elaboração de sentenças como “o menino foi para o rio” não deve passar para outras mais complexas.
 
A sugestão é que ele faça exercício não escritos e também escritos.
 

Nos exercícios não escritos ele deve percorrer a comunidade onde está inserido e, ao observar diferentes cenários, formar frases que o descrevam. Deve fazer isto no mínimo 30 minutos por dia, diariamente.
 

Nos exercício escritos ele deve sentar, imaginar diferentes cenários e escrevê-los, em frases, perante seu informante lingüístico (ou a ser apresentado em uma sessão com o mesmo). Assim irá corrigir e reescrever abaixo da frase elaborada originalmente a melhor maneira de se comunicar.
 

Deve também, após o nível 1, iniciar exercício mentais para elaboração de pequenas histórias descritivas. Faça uma pequena lista de assuntos do ambiente diário e formule frases que, juntas, possam formar uma pequena história. Faça este exercício diariamente durante 30 minutos por dia, no mínimo.
 
 
Exemplo de resultado de análise da avaliação lingüística
 
A seguir transcrevo um modelo de resultado de um estudante da língua Krabá, que a estuda há cerca de 10 meses. Foi aplicado a este estudante a avaliação e feita a análise. O resultado da análise poderá ser enviado ao estudante da seguinte forma, neste caso específico.
 
 
Avaliação lingüística – Método interativo
Análise de resultados
 
 
Estudante: João Ramos Silva
Língua: Krabá
Tempo real de estudo da língua: 10 meses
Média de estudo semanal: 20 horas por semana
Data de análise: 25/10/2007
Analista: Rossana Lidório
 

1. Auto-avaliação
 

Autoavaliação de nível: 0,7
Auto-avaliação de vocabulário: até 600 vocábulos
 

2. Vocabulário
 

O vocabulário É avaliado de acordo com o critério do espaço máximo para preenchimento em relação aos vocábulos apresentados pelo usuário da avaliação, encontrando uma porcentagem relativa ao vocabulário em potencial.
 
Espaço máximo para preenchimento de vocábulos: 1850
 
Total de vocábulos apresentados (escritos, ouvidos e falados): 663
Porcentagem de vocabulário em potencial: 35,8 %
 

3. Acontecimentos gerais
 

Os Acontecimentos gerais são marcas de avaliação em 3 diferentes áreas: articulação fonética, elaboração e compreensão. A escala usada para a avaliação de cada marca é: baixa, baixa/mediana, mediana, mediana/alta e alta.
 
Baixa: 17 acontecimentos
Baixa mediana: 12 acontecimentos
Mediana: 15 acontecimentos
Mediana/alta: 3 acontecimentos
Alta: Não houve
 

4. Articulação (fonética)
 

A escala de avaliação é: baixa, baixa/mediana, mediana, mediana/alta, alta. Refere-se à clareza com a qual o usuário fala e aparente exatidão articulatória, seja nos exercício com termos simples, frases, conversação ou discurso.
 
 
Termos simples: Mediana, mediana/alta e alta
 
Frases elaboradas: Mediana e mediana/alta
 
Conversação, discurso e pequenas histórias: Mediana
 
 

5. Elaboração
 

A escala de avaliação é: baixa, baixa/mediana, mediana, mediana/alta, alta. Refere-se à facilidade com a qual o usuário elabora e apresenta termos simples, frases, conversação ou discurso.
 
Termos simples: Mediana, mediana/alta e alta
 
Frases elaboradas: Mediana
 
Conversação, discurso e pequenas histórias: baixa e baixa/mediana
 

6. Compreensão
 

A escala de avaliação é: baixa, baixa/mediana, mediana, mediana/alta, alta. Refere-se à exatidão e facilidade com a qual o usuário compreende o que é falado pelo informante, sejam os termos simples, frases elaboradas, conversação ou discurso.
 
Termos simples: Mediana, mediana/alta e alta
 
Frases elaboradas: Baixa, baixa/mediana, mediana
 
Conversação, discurso e pequenas histórias: baixa e baixa/mediana
 

7. Conclusões
 

Ótimo vocabulário, variado e compreensivo. Atingiu o índice referente ao nível 2 neste quesito. Indica boa coleta de dados bem como manuseio da mesma. Uma média muito boa para o tempo real de estudo da língua.
 

Boa articulação fonética, com clareza e exatidão sobretudo nos termos simples e isolados. Não houve expressiva perda articulatória no trânsito entre termos simples, frases elaboradas, discurso e conversação. Indica bom domínio dos sons com leve dificuldade nos tons, nas glotais e, por vezes, nas laringalizações.
 

Boa elaboração, acertada e clara. Houve, porém, queda de qualidade de forma relativamente acentuada entre os termos simples, frases elaboradas e conversação. Indica uma forte capacidade de elaboração e de comunicação de pensamento na língua mas com cansaço relativo ao tempo de estudo geral bem como limitações gramaticais. Há clara evidência de dificuldade no manuseio dos tempos verbais, o que prejudica a construção das frases.
 

A compreensão é muito boa nos termos simples e isolados. Cai de forma acentuada nas frases mais elaboradas. Há queda ainda mais acentuada na compreensão de histórias e discursos. Dificuldade de se obter o assunto das mesmas, aparentemente não interligada à ausência de vocabulário mas sim de ritmo. Indica dificuldade de fluência na compreensão, ou seja, no ritmo em que um assunto é apresentado pelo informante ou ao longo de uma conversa.
 
Sugerimos:
 

a) Continuidade na coleta de material para vocabulário, especialmente mais subjetivo referente aos níveis 2 e 3.

b) Exercícios de compreensão. Exercícios gravados (pequenas histórias de 30 segundos cada) para que sejam ouvidos de forma repetitiva e aleatória a fim de se desenvolver o ritmo de compreensão dos assuntos e identificação de detalhes.

c) Trânsito informal na comunidade. Retirar 1 hora a mais por dia para trânsito informal na comunidade, especialmente em momentos em que há mais conversação de maneira tranqüila no meio familiar ou entre amigos. Utilizar este tempo prioritariamente para ‘treinar o ouvido’ apenas observando e ouvindo as conversações.

d) Exposição a situações de diálogo e conversação múltipla. Exponha-se a contextos em que 2 ou mais pessoas estão conversando a fim de treinar o ritmo de acompanhamento dos assuntos. Se possível ouça histórias (com narrações mais prolongadas) e tente buscar o assunto a cada comentário.

e) Gramática. Investimento no estudo gramatical que possa facilitar a elaboração e compreensão de frases mais elaboradas e pequenas histórias. Especialmente estrutura verbal, tempos verbais e partículas.

f) Tenha o nível 2,5 como alvo para 2008.
 
 

8. Resultado do nível geral de aquisição lingüística –
 
1,3
 
Última atualização em Seg, 06 de Abril de 2009 02:34

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