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Nós, concluintes da segunda turma do curso de pós-graduação em Antropologia Intercultural,[1] realizado na cidade de Manaus, sob os auspícios do Centro Universitário Evangélico do Estado de Goiás e do Instituto Antropos, expressamos nossa gratidão e reconhecimento por esta iniciativa inovadora, oportuna e promissora. Inovadora por se posicionar na vanguarda da formação em Ciências Sociais em nosso país, conectada às novas luzes da pesquisa antropológica no contexto das transformações de uma Humanidade cada vez mais plural e dinâmica, com diversos códigos de pertencimento e recortes de fronteira. Oportuna porque, operando com o pressuposto da interculturalidade, enseja significativos avanços na interpretação da vida em sociedade. Oportuniza, assim, uma leitura das dinâmicas culturais construídas, desconstruídas e reconstruídas pelos atores sociais com suas práticas e representações simbólicas e suas redes de sociabilidade. Promissora porque nos permite vislumbrar novos horizontes a partir de uma abordagem interdisciplinar, construindo interfaces entre o conhecimento antropológico e as ações sociais, pedagógicas e missionais – igualmente produtoras do conhecimento e promotoras do bem comum.

Agradecemos com admiração àqueles que nos instigaram ao pensamento crítico informado por referencial teórico, a saber: Prof. Dr. Alfredo Ferreira de Souza (UFRR), Prof. Dr. Eliseu Vieira Machado Júnior (UFG), Prof. Dr. José Roberto Bonome (UniEVANGÉLICA), Prof.ª Dr.ª Maria do Perpétuo Socorro Rodrigues Chaves (UFAM), Prof. Ms. Edward Mantoanelli Luz (UnB), Prof.ª Dr.ª Ana Keila Mosca Pinezi (UFABC), Prof. Esp. Marcelo Sales de Carvalho (Instituto Antropos) e Prof. Dr. Ronaldo de Almeida Lidório (Instituto Antropos), coordenador do curso. Esses educadores nos viabilizaram o diálogo entre o saber antropológico e os saberes próprios das nossas diversas práticas de promoção humana. Isso porque reconhecemos a Antropologia como importante ferramenta de transformação das contradições próprias dos encontros interculturais para uma abordagem dialógica e não monológica, cooperadora e não dominadora, participativa e não impositiva aos atores sociais a quem servimos. Acima de tudo, ao prescindir de interesses e atividades pessoais – até mesmo descanso – para dedicar-se ao ensino, esses professores nos inspiraram com seu exemplo de compromisso apaixonado, dedicação e humanidade.

Apercebidos da responsabilidade que as novas percepções nos impõem, comprometemo-nos a usá-las na construção de novos conhecimentos e práticas que honrem e promovam a vida humana. Buscaremos, desse modo, uma produção científica marcada pelo compromisso ético, valendo-nos da liberdade de pensamento e de expressão a nós assegurada. Somente uma reflexão crítica e autocrítica dará conta de tal empreendimento. Uma reflexão disposta a rearticular-se, seja na construção do conhecimento, seja nas ações por ele informadas. Comprometemo-nos, finalmente, com a formação continuada, nossa e daqueles que nos forem confiados, sempre em diálogo com a Academia e no interesse dos povos aos quais viermos a servir.

Manaus, 26 de setembro de 2012.

Ronaldo Lidório

Segunda turma da pós-graduação em Antropologia Intercultural


[1] Curso promovido pela UniEvangelica e  Instituto Antropos/APMT, coordenado pelo Prof. Ronaldo Almeida Lidório e pela Prof .ª Isabella Maria Diniz Duarte, coordenadora do Depto. de Pós- Graduação da UniEvangelica.

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