PANARÁ

MURA
11/03/2013
PAUMARI – PAMOARI
11/03/2013

PANARÁ

 

Autodenominação: Panará, que significa ‘gente’, em distinção dos hi’pen (outros).

Outros Nomes: Krenhakarore, Krenakore, Krenakarore, Índios Gigantes, Kreen-akarore (DAI/AMTB 2010). São variantes do nome Kran iakarare dado pelos Kayapó, inimigos dos Panará, que significa ‘cabeça cortada redonda’ (referindo-se ao corte de cabelo dos Panará). Os Kayapó falavam dos Panará como ‘índios gigantes’ para dar mais valor às suas vitórias contra eles.

População: 202 (DAI/AMTB 2010); 250 (ISA SIL); 437 (FUNASA 2010).

Os Kayapó são divididos em: Mebengokre e Xicrin – dos Kayapó setentrional – e os Panará – grupo meridional em Mato Grosso e no Pará.

Localização: Na Terra Indígena Panará, Mato Grosso e Pará, oficialmente 499.740 hectares (ISA). A T. I. Panará fica na divisa entre os estados do Pará e de Mato Grosso, nos municípios de Guarantã (MT) e Altamira (PA) e é a porção nordeste do território tradicional do povo na região do Alto Rio Iriri, chamado Nesapoti ou Nacypotire em Panará (Anonby e Holbrook 2010.3).

Língua: Panará ou Kreen Akarore (SIL) é uma língua da família linguística Jê, da subfamília Jê Setentrional ou noroeste (SIL), que inclui os Kayapó, os Suyá, os Apinayé e as línguas timbira (Equipe PIB 2004). Não é um dialeto do Kayapó e é possivelmente mais semelhante à Canela, citando as observações de Nimuendaju (SIL). Uma comparação de Panará com Kanela e Kayapó indica que materiais das duas línguas não podem ser usados ou adaptados facilmente para os Panará (Anonby e Holbrook 2010.5). Eles conhecem um pouco das línguas Kaiabi, Suyá e Kayapó e alguns falam uma mistura de Kayapó e Panará. Outros deles aprenderam o português e muitos entendem alguma coisa na língua nacional. Entretanto, sua identidade étnica é forte e eles mantêm sua língua dentro da aldeia. Eles escrevem Panará, mas não há uma ortografia uniforme (Anonby e Holbrook 2010.10).

História: Acredita-se que os Panará são descendentes da tribo ‘Kayapó do sul’ que vivia em um vasto território do norte de São Paulo, do Triângulo Mineiro e do sul de Goiás, a leste do Mato Grosso. Mas, não eram Kayapó, pois tinham cultura e língua diferentes. No século 18, alguns mineiros viajando entre São Paulo e Goiás, passaram pelo antigo território do Kayapó do Sul. Depois da descoberta de ouro perto do Rio Vermelho em Goiás em 1722, os Kayapó do Sul sofreram muitos ataques. Milhares deles foram capturados e escravizados. Os sobreviventes dos Kayapó do Sul fugiram para o norte do Mato Grosso (Anonby e Holbrook 2010.7) e ocuparam a bacia do Rio Peixoto de Azevedo no início do século 20 (Equipe ISA 2004).

Nessa época, os Kayapó do Xingu se fragmentaram por causa de conflitos internos. Dois chefes dos Gorotire brigaram em um duelo e o chefe derrotado sobreviveu para liderar o seu povo, os Mekragnoti, conhecido como ‘Povo com as testas pintadas vermelha’. Eles transferiram-se para oeste e, em 1918, chegaram ao Alto Iriri e ao Alto Curuá, onde entraram em conflito com os Panará (Hemming 1995.387). Os Kreen Akarore (ou Panará) derrotaram os Mekragnoti, que tiveram que mudar sua aldeia diversas vezes durante os anos 20 e 30 para evitar mais derrotas (Hemming 2003.121). Em 1968, os Mekragnoti pegaram os Panará de surpresa na aldeia, atiraram nas casas com armas de fogo e muitos Panará morreram. Ao mesmo tempo, os Mentukire Kayapó também tiveram conflitos com os Panará (Hemming 2003.127, 152).

Os irmãos Villas Boas sobreviveram a um desastre de teco-teco na Serra Cachimbo, nas cabeceiras do Rio Iriri, e a FAB estabeleceu uma pista de avião no lugar. Em 1961, Hemming fez uma expedição partindo da pista até o Iriri, mas não avistou os índios. Seu colega, Mason, voltou sozinho pelo caminho da expedição e foi morto por índios. Os Kayabi e os Kayapó disseram que os Kreen Akróre eram os assassinos, os ‘índios gigantes’, que todos eles temiam. Pouco tempo depois, alguns desses “gigantes” desconhecidos chegaram em paz na pista do Cachimbo, porém, a FAB reagiu com soldados armados e os índios fugiram, convencidos de que todos os brancos eram inimigos (Hemming 2004.414).

O projeto original do Parque Indígena do Xingu de 1952 teria incluído o território dos Panará, mas o Parque criado em 14 de abril de 1961 era muito menor, excluindo as terras dos Kayabi e dos ainda desconhecidos Panará. De modo importante, também não foram incluídos as cabeceiras e os afluentes do Rio Xingu (Hemming 2003.170). Na época, a população Panará era estimada entre 350 e 600 pessoas. Em 1968, os Irmãos Villas Bôas sobrevoaram o local e viram as plantações em padrões geométricos de círculos e linhas. Os Panará atiraram flechas no avião. Em 1968, tentaram sem sucesso uma expedição ao Rio Peixoto de Azevedo, mas conseguiram fazer um programa de televisão: The Tribe that Hides from Man (A Tribo que se esconde da Humanidade) (Hemming 2003.418).

Em 1972, a BR-163 entre Cuiabá e Santarém estava sendo construída, com dois mil operários e máquinas atravessando o território Panará. Os Villas Boas consideraram que os Panará não acabariam sendo vítimas do “progresso” e montaram uma expedição para tentar contato no mesmo ano. Mais tarde, foi revelado que houve uma grande discussão entre os Panará sobre se deveriam aceitar os brancos como amigos ou não. O contato foi realizado em 4 de fevereiro de 1973, as visitas que chegaram à aldeia seguiram e foram recebidas com um cerimonial (Hemming 2003.421). Porém, uma epidemia atacou os Panará pouco antes do contato e a resistência dos índios baixou muito por causa das mudanças de aldeia e do abandono das plantações por medo dos brancos. Os índios era preocupados também com as execuções dos pajés acusados de trazer as epidemias por meio das feitiçarias e das cerimonias elaboradas de luto (Hemming 2003.424).

Com a penetração da estrada, eles sofreram muito, alguns abandonaram suas plantações para receber comida dos soldados e outros pegaram gripe e outras epidemias, que reduziram a população a 80 pessoas. Antes do contato, a população era estimada entre 425 (Hellas) a 750 (Schwartzman) índios em sete aldeias. Eles sofreram com malária, gripe e pneumonia. A Funai tentou supri-los com assistência médica. A imprensa alegou que os Panará aceitaram álcool, fumo e se prostituíram com os trabalhadores, mas eles negaram. No princípio, os Villas Boas queriam uma Terra Indígena para os Panará, mas a situação piorou e eles receberam a ordem de transferi-los para o Parque do Xingu (Hemming 2003.427).

Os sobreviventes foram transferidos para o Parque do Xingu, 250 quilômetros a oeste, mas não se deram bem morando na aldeia dos Kaiabi. Mudaram-se, então, para junto dos Kayapó e, ainda, para uma aldeia Suyá. Sua agricultura era mais desenvolvida do que as outras etnias do Parque, mas eles fizeram as mudanças sem levar nenhuma muda para continuar a plantar. Depois da última mudança, a situação melhorou, plantaram sua roça própria, reviveram suas danças, ritos e canções e criaram uma aldeia em 1976. Esforçaram-se para recriar sua agricultura mais diversificada. A população começou a crescer: 84 pessoas em 1980, 95 em 1982 e 135 em 1992 (Anonby e Holbrook 2010.8). A transferência dos Panará e de duas outras etnias para o Parque foi criticada porque abria as terras originais para a colonização e, com isso, as florestas foram derrubadas e os rios poluídos (Hemming 2003.173, 427).

O aprendizado no Parque foi traumático, mas se casaram e aproveitaram muitas coisas dos outros, especialmente os Kayapó. Adotaram a construção de canoas, a caçar com espingardas, a pescar com linha e anzol e aprenderam a cultivar outras plantas. As mulheres adotaram o corte de cabelo das Suyá, com franja na testa e comprido atrás (Anonby e Holbrook 2010.8).

Em 1991, foi feita uma visita para examinar a antiga terra dos Panará, no Distrito de Peixoto de Azevedo, e descobriram que todo o meio ambiente havia sido destruído pelos garimpos e pelos fazendeiros. A visita começou em Matupá, uma cidade construída no lugar de uma aldeia Panará. Seis outras aldeias foram erradicadas por fazendas (Hemming 2004.430). Resolveram reivindicar a área ainda sem ocupação nas cabeceiras dos rios Iriri e Ipiranga (500 mil hectares) e solicitaram a demarcação da Terra em 1993. Os antigos órgãos, que depois formaram o ISA, conseguiram em Brasília a posse permanente dessa parte do território tradicional nos municípios de Guarantã (MT) e Altamira (PA) e seu usufruto exclusivo para os Panará (Equipe ISA 2004).

Em 1994, a Funai concluiu a delimitação da Terra Indígena Panará e, durante 1995 e 1996, o povo foi se mudando e formando a aldeia de Nãs’potiti (Nesapoti), com 11 casas e 75 pessoas. Os outros esperaram as roças amadurecerem para que o local suportasse toda a população. Receberam uma indenização de 1,2 milhões de reais (Equipe ISA 2004) e a população aumentou para 250 pessoas. Continuam mantendo contato com os Kayapó e com os outros povos do Parque fazendo visitas à Guarantã. A casa de uma família Panará que mora em Guarantã é o ponto de encontro. Os Kayapó passam por Nesapoti no caminho para a cidade e também param para visitar. Três crianças estavam frequentando uma escola monolíngue em português dos Terena na União do Norte. A Funai e o ISA, especialmente o antropólogo Stephan Schwartzman, têm influência entre os Panará (Anonby e Holbrook 2010.8). Em 1997, a compensação financeira foi paga às famílias. Mas as florestas derrubadas foram substituídas por plantações de soja (Hemming 2003.432).

Estilo da Vida: Os Panará vivem em uma aldeia em Nespoti, que fica a cinco horas de viagem de caminhão da cidade de Guarantã do Norte (MT) pela BR-163. Guarantã é o centro comercial para a aldeia. Colider é a cidade mais próxima para receber assistência médica. Guarantã do Norte tinha uma população  de 32.940 pessoas em 2005 e fica a 745 quilômetros de Cuiabá, é formada por colonos do Rio Grande do Sul desde 1980. A economia é baseada nas 300 mil cabeças de gado, na produção de leite e nos dois hospitais que existem agora. Os Kanela e os Kayapó vivem ao redor do povo (Anonby e Holbrook 2010.4). A aldeia está situada em uma terra alta na curva do Rio Iriri, há uma pista de avião, as plantações geométricas como antes, uma clínica, o posto da Funai e a escola (Hemming 2003.431).

A planta da aldeia é um círculo, com casas dos quatros clãs ao redor do pátio e a casa dos homens no centro. Em 1999, a aldeia tinha 13 casas, cada uma com um rancho sem paredes ao lado para a preparação e consumo da comida. Nos fundos da casa fica o fogão de barro (Ewart 2003). A construção das casas parece rude e primitiva em contraste com as plantações feitas em padrões geométricos, criadas somente com machados de pedra. Os Panará dormem em folhas de bananeira no chão e não têm utensílios domésticos (Hemming 2003.423).

Os homens Panará caçam e pescam e as mulheres cultivam as plantas. Eles coletam castanhas-do-pará, caju, cacau, papaia e mel (Anonby e Holbrook 2010.9). Na estação sem chuva, a comunidade se divide em grupos pequenos e acampam na floresta para caçar, pescar e colher frutas. As expedições duram semanas, caçando e moqueando a carne para levá-la à aldeia. Eles caçam anta, macaco-prego, macaco-aranha, paca, jacu e mutum; usam arco e flecha ou borduna (Equipe ISA 2004).

Os Panará plantam seis variedades de mandioca, quatro variedades de batata-doce, milho, cinco variedades de cará, mangarito, abóbora, cabaça, melancia, amendoim, banana, algodão e urucum. A cultivação das plantas mais exigentes precisa da ‘terra preta’ (kupa kyan). As suas roças são plantadas para repetir, de certo modo, a planta da aldeia: circular com plantas na periferia e linhas de bananeiras ou milho cortando o centro. Eles também coletam mamão bravo, cupuaçu, cacau, caju, buriti, tucum, mangaba e pequi. Gostam de mel misturado com açaí (Equipe ISA 2004).

Para pescar na estação da seca usam a tinguijada e, na época das chuvas, arco e flecha.

Há meios para ganhar dinheiro na aldeia, como, por exemplo, dirigir o trator ou a pick-up, ajudar na assistência de saúde, no artesanato e nos projetos de coletar pequi e castanha (Anonby e Holbrook 2010.9).

Sociedade: Os Panará formam quatro clãs, as casas deles ocupam os mesmos lugares no círculo de casas em toda aldeia. Todos pertencem ao clã da sua mãe. Os clãs são exogâmicos (Lea 1994.220). As casas são organizadas conforme os pontos cardinais e conforme o eixo leste-oeste, que representa o percurso do sol. Os nomes dos clãs são: kwakyatantera (‘os da raiz do buriti’), keatsôtantera (‘os das folhas do buriti’), kukrenôantera (‘os sem casa’) e kwôtsitantera (‘os da costela’) (Equipe ISA 2004). Uma pessoa não é Panará se não for membro de um clã e nascer no espaço do círculo da aldeia; pela mesma razão, não poderá mais ser Panará se morar fora por muito tempo (Ewart 2003).

Os pais dão o nome aos filhos e uma irmã do pai, às filhas. Todos os nomes são de antepassados do clã do pai ou do próprio pai e parentes paternos. Esses nomes provêm de todas as coisas da natureza e foram dados aos Panará pelos antepassados míticos (Equipe ISA 2004). O parentesco é fortemente matrilinear e as mães são mestres das suas casas sobre seus maridos, suas filhas, seus genros e seus netos (Anonby e Holbrook 2010.9). As mulheres velhas têm influência em qualquer decisão que afete a comunidade como um todo. Os homens mais velhos organizam os jovens nos trabalhos produtivos e na realização dos ritos (Equipe ISA 2004).

Os meninos moram com as mães até os 12 ou 13 anos, quando mudam para a casa dos homens. A partir daí, começam a ter relações com as moças e, quando o primeiro filho nascer, já são considerados casados. O casamento é realizado com uma mulher do clã oposto no círculo da aldeia e a residência é uxorilocal (Anonby e Holbrook 2010.9). O genro trabalha para os sogros na roça da sogra e traz caça para o sogro e para sua própria mãe. Se o casamento acaba, é o marido que sai da casa e pode se casar novamente quatro ou cinco vezes (Equipe ISA 2004). O homem é sempre bemvindo na casa da sua mãe e nas casas do seu clã; depois do casamento, fixa residência na casa dos sogros. Depois a morte, ele será enterrado nos fundos das casas do seu clã e a esposa será enterrada atrás da casa que nasceu (Ewart 2003).

Os ritos de perfuração das orelhas, do lábio inferior dos homens e de escarificação das coxas são relacionados ao crescimento do milho e do amendoim. As pinturas corporais refletem os princípios da planta da aldeia (Equipe ISA 2004).

Há uma escola bilíngue na aldeia, que atende até a quarta série, com cinco professores, dois dos quais são Panará (Anonby e Holbrook 2010.11).

Artesanato: Os Panará ganham dinheiro dirigindo o trator ou a pick-up e auxiliando com assistência médica. Também fabricam artesanato e gravam cânticos para uma ONG, Projeto Pequi e Projeto Castanha, envolvidos com esses frutos (Anonby e Holbrook 2010.9).

Religião: Uma das razões que mantém os Panará separados são as distinções entre suas crenças. Eles creem que os antepassados vivem no mundo subterrâneo, criam os animais e os enviam para a terra a fim de que os Panará possam caçar. A escassez de caça no Parque do Xingu acontecia porque os mortos não mandavam os animais fora da terra dos Panará. As corridas de toras são realizadas entre os clãs. Não há evangélicos.

Cosmovisão: A paisagem do território é a base da ordem social. Os antepassados míticos eram animais e gente Panará, os quais deram os nomes a todas as coisas e, da sua aldeia debaixo da terra, oferecem os animais para serem caçados e ofertados na manutenção de boas relações entre os clãs. As estrelas representam os Panará do passado, as pequenas são os homens e as maiores, as mulheres (Equipe ISA 2004).

A guerra e a distinção entre ‘nós’ e os inimigos ou os ‘outros’ eram importantes para a identidade de muitos povos indígenas (Schwartzman s.d.39). Para os Panará, a guerra era formativa nos ritos de reprodução da ordem social que eles representavam. Era impossível ser um verdadeiro Panará sem o contraste com os ‘outros’, incluindo os mortos e os inimigos, dessa forma, o método para criar esta oposição de identidade com os inimigos era a guerra. Os Panará, assim como os Kayapó do Sul, encararam os portugueses como os ‘outros’ e guerrearam contra os colonos por dois séculos. A guerra é associada com os xamãs, mas os Panará distinguem entre o xamanismo interno e a guerra. Igualmente, a sociedade nacional encara os índios como “hostis”, ameaças à integridade do Estado, que precisam de “pacificação”. Os Panará entendem o fato de que as fardas da polícia militar são semelhantes à sua pintura preta de guerreiro.

A feitiçaria lançada pelos outros povos é a causa das doenças e da morte, por isso, a guerra entre xamãs e feiticeiros é necessária. Porém, não sendo mais possível travar guerras contras os outros povos, os xamãs começaram a desaparecer e isso criou uma contradição na cosmologia deles (Schwartzman s.d.41).

Comentário: Stan Anonby (SIL) fez uma pesquisa sobre o uso da língua Panará entre 25 de janeiro e 14 de fevereiro em 2007. Ele achou que era possível usar textos em Kanela ou Kayapó devido às diferenças de vocabulário. Ele observou que os Panará não fazem a conexão da vitalidade e da sobrevivência da sua língua com a educação. Ele recebeu um pedido para estabelecer um projeto de desenvolvimento linguístico entre o povo.

 

 

 

Bibliografia:

ANONBY, Stan e HOLBROOK, David J. , 2010, Panará / Kreen-Akarore Language Survey Report, SIL International, http://www.sil.org/silesr/2010/silesr2010-002.pdf

DAI/AMTB 2010, Relatório 2010 – Etnia Indígenas do Brasil, Organizador: Ronaldo Lidório, Instituto Antropos – http://instituto.antropos.com.br/

EWART, Elizabeth, 2003, “Lines and circles: images of time in a Panara village”, Journal of the Royal Anthropological Institute, Londres:  1st. June, 2003.

HEMMING, John, 1995, Amazon Frontier; The Defeat of the Brazilian Indians, London: Pan Macmillan.

HEMMING, John, 2003, Die if You Must: Brazilian Indians in the Twentieth Century, London: Panmacmillan.

LEA, Vanessa, 1995, “The Houses of the M?bengokre (Kayapó of Central Brazil – A new door to their social organization” em About the House – Lévi-Strauss and beyond, Ed: Janet Carsten & Stephen Hugh-Jones, Cambridge: Cambridge University Press.

SIL 2009, Lewis, M. Paul (ed.),. Ethnologue: Languages of the World, Sixteenth edition. Dallas, Tex.: SIL International. Online version: www.ethnologue.com.

SCHWARTZMANN, Stephan, sem data, Warfare and Shamanism in Central Brazil: The Xingu National Park and the Panará, http://eebweb.arizona.edu/courses/Ecol206/Schwartzman%20%26%20Zimmerman%202005%20A%20worthwhile%20alliance.pdf.

 

 

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